MOBILIDADE E PREVENÇÃO DE QUEDAS

Por Dra. Jancineide Carvalho

O aumento da expectativa de vida da população é uma realidade atual, o que tem determinado uma tendência epidemiológica de envelhecimento populacional.

Campanha da SBGG “Cair de maduro ficou pra fruta”. vem fazer um alerta no índice de quedas na faixa etária do idoso . A sociedade brasileira de geriatria e gerontologia-SBGG alerta que as quedas dos idoso representam um grave problema de saúde pública. Onde 30% indivíduos >60 anos caem ao ano e 5- 10% destas quedas resultam em consequências graves

O envelhecimento é um processo dinâmico e progressivo que causa alterações funcionais, como redução da massa muscular e a diminuição da força e da potência muscular, estas alterações podem repercutir negativamente no equilíbrio e na mobilidade funcional dos idosos. Clares (2014). E podem apresentar fatores de riscos para quedas como distúrbios marcha e distúrbios equilíbrio.

Dentre as alterações advindas da idade a limitação funcional acarreta risco que contribuem para os distúrbios da mobilidade física, e assim comprometendo a sua autonomia. Mobilidade funcional é um termo usado para descrever o equilíbrio e a marcha usada nas atividades da vida diária. Ribeiro (2010). O principal problema de mobilidade vivenciado por idoso são as quedas. Siqueira (2007).

Queda um evento não intencional que tem como resultado a mudança de posição do indivíduo para um nível mais baixo em relação a posição inicial, determinado por circunstâncias multifatoriais que comprometem a estabilidade.

Onde as consequências da instabilidade postural e quedas levam as restrições das atividades diárias, medo de cair, fraturas, hospitalização e síndrome pós-queda.

A promoção da saúde com consciência para o olhar de auto- cuidar pode influenciar positivamente de forma a preservar sua autonomia, independência e condições de saúde

Como ação na melhoria da saúde e independência funcional podemos :

Investir em prevenção para redução das incapacidades e potencializar o envelhecimento ativo;

Favorecer atividades diárias que estimulem a melhor qualidade de vida;

Conscientizar atitudes que possam prevenir e/ou minimizar as quedas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Clares J; Freitas M; Borges C. Fatores sociais e clínicos que causam limitação da mobilidade de idosos. Acta Paul Enferm. 2014;27(3):42.

Ribeiro F; Gomes S; Teixeira F et al. Impacto da prática regular de exercício físico no equilíbrio, mobilidade funcional e risco de queda em idosos institucionalizados. Rev Port Cien Desp 2010; 9(1): 36–42.

Siqueira FV; FacchiniI LA; PicciniI RX et al. Prevalência de quedas em idosos e fatores associados. Rev Saúde Pública 2007; 41(5):749-56.

Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.

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